segunda-feira, 19 de março de 2012

"CATU LÊTA" Diário dos Gambas 4 - por Áureo Moraes e Feijão

Diário dos Gambás IV

Falamos de apelidos, formas carinhosas - às vezes nem tanto - de tratar os amigos (e por que não, os desafetos). E nisso, a verve e a malícia da GamBarzeira são motivação mais do que suficiente para desencadear a criatividade e a ironia de seus frequentadores. Mas os Gambás de Santo Antonio são muito bons também em criar palavras - neologismos, segundo os letrados.
Basta uma escorregada de um desavisado, uma idéia luminosa de uma mente brilhante, que lá vem novidade.
Lembro de uma, hilária, que ouvi de própria orelha. E que reproduzo sempre que tenho oportunidade fazendo os interlocutores desabarem de tanto rir.
Domingo à tarde, momentos antes de uma partida do Brasileirão, exibida, claro, na TV Digital do Feijão. GamBarzeira lotada, calor africano, cada um buscando um lugarzinho à mesa, prá matar a sede
Bom destacar: para cada preferência há uma cerveja. Tem gosto prá tudo! E quem não tem a sua, inventa.
Foi exatamente esta situação que eu presenciei: um dos frequentadores (O Valdeli, irmão do João, tabaco de aluminio, cunhado do seu Armelindo e por nós chamado de "Delí") se aproximou da Neide, a verdadeira "chefe" da GamBarzeira, e fez o pedido:
- Neide, vê uma catuleta!
Incrédula, pensando se tratar de uma pegadinha, Neide retruca:
- O quê???? catu o quê?
- Uma catuleta, Neide, bem geladinha...
- Que raio de bebida é essa - insistiu uma já desconfiada Neide.
- CA - TU - LE  -TA - soletrou o freguês. Aquela cerveja que no nome tem catoleta: S - K - O - L!! Entendeu? tem cato letra...
Esclarecida a dúvida, Neide serviu o freguês.
E eu, que já nem preciso mais pedir pelo nome, passei a beber apenas catuletas. Bem geladas, claro!

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