segunda-feira, 19 de março de 2012

DIÁRIO DOS GAMBAS 1 - por Áureo Moraes e Feijão

Diário dos Gambás I

Cometo a ousadia de apresentar-me neste espaço exclusivamente após insistentes pedidos do amigo Celso. Jamais me atreveria a compartilhar o mesmo sítio com colunistas do quilate destes que me antecederam aqui. Mas, arrisco: a convivência com tais mestres das palavras tende a tornar-me um aprendiz de feiticeiro.
Dito isso, passo a justificar o título da coluna. Mudei-me para o distrito de Santo Antonio há catorze anos, mais especificamente para o Cacupé. Desde então incorporei um tanto dos hábitos dos nativos e dos moradores que escolheram a região para viver. Entre tais hábitos está o de freqüentar o bar que reputo como um dos mais democráticos de que se pode ter notícia: a GamBarzeira! Fundado nos valores e princípios da Neide e do Feijão, reúne, indistintamente, o que há de mais significativo e essencial no convívio de uma sociedade. Respeito, diversidade, tolerância, solidariedade, bom humor, graça, boa conversa e cerveja bem gelada.
Há quem já tenha dito que, em vez de pagar terapia, faz mais sentido freqüentar a GamBarzeira. Concordo!
E em meio a tais predicados, propus-me, não sem antes sofrer uma intensa cobrança do Celso, repito, a traçar regularmente algumas linhas sobre o dia a dia da GamBarzeira e as his(es)tórias de seus frequentadores. Por isso o título que sugeri: diário dos gambás.
Nem é muito criativo, sei. Mas talvez consiga traduzir, ainda que cambaleante, o espírito sempre desarmado e hilário das mesas daquela casa.

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